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Carteirinha de vacinação pet: para que serve e como manter

Equipe Família de Pata · Revisão veterinária pendente · Atualizado em

A carteirinha de vacinação é o documento que conta a história de saúde preventiva do seu pet. Ela é pedida em viagens, ajuda o veterinário a decidir os próximos passos e evita doses repetidas ou esquecidas. Vale a pena saber o que deve constar nela e como guardá-la bem.

EM RESUMO

  • A carteirinha deve trazer, para cada vacina, data, nome, lote, fabricante e validade, além da identificação e do registro no CRMV do veterinário [1].
  • Se ela se perder, a clínica que vacinou guarda o prontuário e deve fornecer uma cópia quando você pedir [1].
  • Para viajar no Brasil, cães e gatos precisam de atestado de saúde. Para ir ao exterior, é preciso o CVI, emitido pelo Ministério da Agricultura [2][3].

Para que serve a carteirinha de vacinação pet

Histórico de saúde

Cada vacina tem um esquema de doses e reforços. Com a carteirinha em dia, o veterinário sabe o que já foi aplicado e quando vence o próximo reforço. Isso evita doses fora de hora e lacunas na proteção.

O registro também ajuda a acompanhar o que aconteceu depois de cada dose. Uma diretriz de vacinação felina, por exemplo, recomenda manter registros precisos do local, do tipo e da via de cada vacina [6].

Viagens

O cartão de vacinas faz parte da documentação de viagem. Para pedir o certificado internacional, o Ministério da Agricultura exige a carteira de vacinação com os dados das vacinas e do veterinário [3]. A antirrábica válida também é condição para o pet voltar ao Brasil [2].

Hotel, creche e adestramento

Muitos hotéis, creches e serviços para pets pedem comprovação das vacinas antes de receber o animal. Tenha a carteirinha à mão, ou uma cópia, ao fazer a reserva.

Emergências

Numa consulta de urgência, principalmente em outra clínica, a carteirinha mostra rápido quais vacinas o pet já tomou. Essa informação ajuda o veterinário a avaliar o quadro.

O que a carteirinha deve ter

A Resolução nº 1.321/2020 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) define o conteúdo mínimo da carteira de vacinação [1]. Para cada dose, devem constar:

  • data da vacinação;
  • nome da vacina;
  • número da partida (o lote);
  • fabricante;
  • dose;
  • data de fabricação e de validade do produto;
  • data prevista para a revacinação, quando for o caso.

Muitas clínicas colam na carteirinha a etiqueta que vem no frasco da vacina, onde aparecem lote e validade. Confira se ela está bem colada e legível.

O documento também deve identificar o veterinário: nome completo, assinatura e número de inscrição no Sistema CFMV/CRMVs, além de endereço e contatos. Se for o caso, entram também os dados da clínica [1]. É comum essas informações aparecerem num carimbo. Devem constar ainda os dados do animal (nome, sexo, raça, idade, pelagem, microchip, se houver) e do responsável [1].

Três regras da resolução merecem atenção [1]:

  • A carteira deve ser única, permanente e atualizada pelo veterinário que vacina.
  • Ela só pode ser assinada depois que a vacina for aplicada.
  • O veterinário deve se recusar a continuar preenchendo uma carteira que não siga a resolução.

Para não perder as datas de reforço, use o calendário de vacinas grátis da Família de Pata. Ele tem PDF para cão e para gato e lembrete no WhatsApp, e funciona como apoio à carteirinha oficial.

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Perdi a carteirinha: e agora?

Não precisa entrar em pânico. Pela norma do CFMV, a clínica deve guardar o prontuário do paciente por pelo menos 5 anos depois do último atendimento [1].

  1. Procure a clínica onde o pet foi vacinado. O responsável cadastrado, ou alguém autorizado por ele, pode pedir cópia do prontuário, pessoalmente ou por meio eletrônico [1].
  2. Fique atento ao prazo. O pedido deve ser atendido em até 5 dias úteis. Se houver atraso, a clínica precisa justificar por escrito, e o novo prazo não pode passar de 30 dias úteis [1].
  3. Peça um atestado de vacinação. Esse documento registra a data e os dados de cada vacina aplicada e é emitido em duas vias, uma delas para você [1].
  4. Se o pet foi vacinado em mais de um lugar, repita o pedido em cada clínica.

Se não for possível recuperar o histórico, converse com o veterinário. Para gatos sem histórico conhecido, por exemplo, as diretrizes indicam aplicar as vacinas essenciais [6].

Versão digital ou de papel?

O CFMV admite documentos veterinários físicos ou digitais. Os documentos eletrônicos precisam usar sistemas que garantam segurança, autenticidade, confidencialidade e integridade das informações [1].

Na prática, as duas versões se completam:

  • Papel: é o formato que muita gente ainda pede no balcão. Guarde num lugar seco, junto com os outros documentos do pet.
  • Digital: fotografe todas as páginas depois de cada vacina e guarde na nuvem. Se a clínica oferecer carteirinha digital, peça também uma via que você possa baixar.
  • Para viagens ao exterior: o pedido do CVI é feito pela internet, com envio de atestado de saúde e comprovante de vacina assinados eletronicamente [4]. Confirme com a clínica se ela emite esses documentos nesse formato.

Viagem com pet dentro do Brasil

Segundo o Ministério da Agricultura, o atestado de saúde é obrigatório para o trânsito nacional de cães e gatos [2]. Esse atestado é emitido por um veterinário depois de examinar o animal.

Quem tem o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos pode usá-lo no lugar do atestado [2]. O passaporte vale por toda a vida do animal, exige microchip e é concedido a partir de 90 dias de idade [2].

Leve também a carteirinha de vacinação atualizada. Antes de comprar a passagem, consulte a companhia aérea ou a empresa de ônibus, porque cada uma tem regras próprias de transporte.

Viagem internacional com pet

O que é o CVI

O Certificado Veterinário Internacional (CVI) atesta a saúde do animal e o cumprimento das exigências do país de destino. Ele é emitido por Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Vigiagro, ligado ao Ministério da Agricultura [3]. A solicitação é online, exige conta gov.br e o serviço é gratuito para o cidadão [3].

Documentos que costumam ser pedidos

Para o CVI do Mercosul, por exemplo, são exigidos [3]:

  • atestado de saúde preenchido, datado, assinado e carimbado pelo veterinário que examinou o animal;
  • carteira de vacinação com dados do animal, do responsável e das vacinas, incluindo nome comercial, laboratório, lote, validade, data de aplicação, próximo reforço e identificação do veterinário;
  • documentos exigidos pelo país de destino.

Prazos

O atestado de saúde precisa estar dentro do prazo aceito pelo destino. Na maioria dos países, ele deve ter sido emitido até 10 dias antes do embarque. Há destinos com prazos menores, como Colômbia e Japão, com 48 horas [5]. Também há janelas para enviar o pedido do CVI, que variam conforme o país [4].

O Ministério recomenda se planejar com bastante antecedência, porque cumprir as exigências de alguns países pode levar vários meses [2]. Consulte o manual do cidadão do seu destino no site do Ministério da Agricultura [4].

Antirrábica e volta ao Brasil

A antirrábica válida é condição para retornar ao Brasil com o CVI ou o passaporte [2]. Para animais que entram no país, a regra é que tenham mais de 90 dias de vida e estejam vacinados contra a raiva, com a saída do país de origem autorizada só 21 dias depois da vacina [2]. Veja mais no artigo sobre antirrábica em cães e gatos.

Quando ir ao veterinário: marque consulta se a carteirinha mostrar reforços vencidos, se você não souber o histórico de um pet adotado ou se houver uma viagem pela frente. Antes de viajar, o exame é necessário para emitir o atestado de saúde [2][3].

Como manter tudo em dia

  • Leve a carteirinha em toda consulta de vacina.
  • Antes de sair da clínica, confira se a data, a etiqueta e a assinatura estão lá.
  • Anote a data do próximo reforço num lembrete.
  • Fotografe a página nova logo depois de cada dose.

Para saber quais vacinas devem aparecer na carteirinha, veja o calendário de vacinas do cachorro e o guia sobre vacina para gato: V3, V4 ou V5.

Manter a prevenção em dia também envolve consultas e vacinas ao longo da vida do pet. Um plano de saúde pet pode ajudar a organizar esses cuidados.

Perguntas frequentes

O que precisa constar na carteirinha de vacinação do pet?

A data de cada vacina, o nome, o número da partida (lote), o fabricante, a dose, a fabricação e a validade do produto, além da data prevista do reforço. Também devem constar a identificação do animal, do tutor e do veterinário, com nome, assinatura e número no CRMV.

Perdi a carteirinha do meu pet. O que fazer?

Peça à clínica onde ele foi vacinado uma cópia do prontuário. Pela regra do CFMV, o pedido do responsável deve ser atendido em até 5 dias úteis, e o veterinário pode emitir um atestado de vacinação com os dados das doses.

Carteirinha digital de vacinação vale?

O CFMV admite documentos veterinários físicos ou digitais, desde que o sistema garanta segurança, autenticidade e integridade das informações. Para viagens, confira se quem vai receber o documento aceita o formato.

Preciso de documento para viajar com cachorro ou gato dentro do Brasil?

Sim. Segundo o Ministério da Agricultura, o atestado de saúde é obrigatório no trânsito nacional de cães e gatos. O Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos pode substituí-lo.

O que é o CVI?

É o Certificado Veterinário Internacional, emitido pelo Ministério da Agricultura para viagens ao exterior com cães e gatos. A solicitação é online e gratuita, e as exigências variam conforme o país de destino.

Fontes

  1. Resolução CFMV nº 1.321/2020 (com alterações da Resolução nº 1.653/2025), Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).
  2. Animais de estimação – Perguntas frequentes, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
  3. Solicitar Certificado Veterinário Internacional para viajar com seu cão ou gato para o Mercosul, Governo Federal (gov.br) / MAPA.
  4. Sair do Brasil com cães e gatos, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
  5. Validade do atestado de saúde por país de destino, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
  6. 2020 AAHA/AAFP Feline Vaccination Guidelines – FAQs, AAHA – American Animal Hospital Association / AAFP.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta com o médico-veterinário.

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